Será que viver para sempre seria bom? – Filme: Vivendo na Eternidade

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Quem aí já desejou viver para sempre sem ter que se preocupar com o fim da vida? O filme “Vivendo na Eternidade” trata justamente dessa questão. Será que vale a pena viver pra sempre ou é melhor viver intensamente mas sabendo que existirá um fim?

Medo da morte

Sim, existe uma fobia ligada justamente ao medo da morte. Chamada de tanatofobia, ela ocorre quando esse medo de morrer chega ao extremo e a pessoa desiste até de sair de casa com receio de que algo lhe aconteça.

Uma pesquisa publicada pelo jornal inglês, “Sunday Times”, em 2013, realizada com 3.000 americanos, apontou que o medo da morte está em quarto lugar dentre os principais sentidos pelo ser humano. Perde apenas para o de falar em público, altura, problemas financeiros, doença e de águas profundas.

Na coluna do Jornal O Globo sobre a morte, escrita na época em que um político morreu de acidente aéreo, aponta que sem a morte, a vida não se manifestaria (Monja Coen). E se formos parar para pensar, parece que vivemos e sabemos que o fim da vida tem hora para chegar, mas quando acontecerá. Assim, essa certeza faz com que façamos planos e nos estimula a viver intensamente.

Se quiser se aprofundar mais sobre o assunto do sentido da vida, tem um texto no blog Perguntando ao Psicólogo. Vale a pena ler!

Filme: Vivendo na Eternidade

A Disney traz umas questões bem interessantes para refletir nos filmes. É estranho, mas costumo analisar até os famosos contos de fadas. Neste filme, a Disney dá até uma resposta à questão da eternidade que eu considerei bem “pé no chão” se formos pensar em todos os contextos já apresentados por ela. E talvez esse seja o motivo do filme não ter feito tanto sucesso quando foi lançado, em 2002. No Brasil, por exemplo, ele já foi direto para as locadoras.

O filme Vivendo na Eternidade foge muito do padrão conto de fadas.

História do filme

O filme Vivendo na eternidade é a tradução de Tuck Everlasting, em tradução livre Eterno Truck, que em Portugal ganhou um nome bem sugestivo, A Fonte Misteriosa. O filme é baseado no livro com o mesmo nome, publicado em 1975, da escritora Natalie Babbitt. Uma novela infantil dedicada a tratar do assunto da imortalidade. Este livro inspirou dois filmes, este, de 2002 e outro de 1981.

Neste longa, Winnie Foster, interpretada por Alexis Bledel, conhece o jovem Truck, chamado Jesse, interpretado por Jonathan Jackson. Ele e toda a sua família Truck beberam da água de uma fonte mágica e passaram a viver para sempre.

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Winnie vem de uma família muito conservadora e é filha única, o que faz com que a superproteção dos pais seja ainda mais presente. Após quererem levá-la para um internato, Winnie foge em direção ao bosque – que mais parece uma floresta – e lá conhece Jesse. Os dois se apaixonam e ela precisa decidir se vai embora com ele ou se continuará com seus pais.

A diferença mais gritante que eu vejo entre o livro e o filme é na idade dos personagens principais. No livro, a Winnie tem 10 anos e Jesse tem aparência de 17, mas 104 anos na verdade. Enquanto no filme eles parecem ter quase a mesma idade. Outro detalhe, que me deixou super curiosa, foi a presença constante de um sapo nas vezes em que  garota estava sozinha. No final do filme ele reaparece também e, após ler sobre o livro, descobri que a garota jogou a água da fonte no sapo e ele viveu para sempre. Repare nisso quando assistir haha.

Alusões do filme com a história da Saga Crepúsculo

Quem aí já assistiu Crepúsculo, da autora Stephenie Meyer, por exemplo, entenderá bem esta situação. Se tirarmos o fato de que Jesse não era um vampiro, as duas famílias têm muito em comum. Ambas vivem eternamente, porém o vampiro ainda possui ameaças de morte, enquanto nem um tiro consegue matar os Truck.

Além disso, Winnie e Bella Swan vivem o mesmo conflito: devo ou não ser eterna para viver com o meu amor? E essa questão toma ainda mais força quando as famílias de Truck e Edward precisam se esconder para sobreviver, afinal, eles estão sempre jovens e isso causa suspeitas.

A Decisão de Winnie

No filme Vivendo na Eternidade, Winnie precisa decidir se vai embora com Jesse Truck após beber da fonte ou se vive sua vida com o tempo que ela realmente terá.

O que mais pesa na consciência de Winnie na hora de fazer a escolha, não é o seu amor pelo jovem, mas sim a qualidade da vida que ela terá se viver eternamente.

No tempo em que ficou hospedada na casa dos Truck, Winnie notou que eles viviam de uma forma diferente da de todo mundo. Para eles, era como se o tempo não passasse. Imagino que a vida deve até perder o sentido quando é vivida desta forma.

Li alguns textos a respeito da morte na internet e muitos aliavam a sua existência à da vida. Então é como se viver dependesse obrigatoriamente da morte. Desta forma, é como se a família de Jesse não vivesse de verdade mas, sim, fosse prisioneira da vida. Sem futuros, sem mudanças e sem a possibilidade do fim.

Nossa, pensando assim, a vida com um final parece até ter mais sentido. E foi isso que o filme Vivendo na Eternidade quis mostrar. O filme mostrou que não importam quantos anos viverá se estes forem realmente vividos. Você pode até viver para sempre, mas se realmente não viver cada dia da melhor forma possível, a eternidade não adiantará de nada.

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Divergências com a Saga Crepúsculo

Já, voltando pro lado da saga Crepúsculo. A vida na eternidade e o amor que Bella sentia por Edward, realmente precisava de um felizes para todo o sempre. A Winnie ainda era muito jovem quando conheceu Jesse. Parece que ela sentia que ainda tinha muito o que aprender na vida. E, até mesmo, muito o que viver.

Spoiler Alert

O jovem tentava convencer Winnie dizendo que eles poderiam conhecer o mundo inteiro, se ela decidisse ficar com ele. Quando passou a cena dela viajando com a família para conhecer o mundo, me deu a sensação muito boa. Era como se ela pode sim conhecer o mundo e não precisasse depender de ninguém pra isso.

vivenMostrou um lado feminino muito bom de retratar. Em que a mulher não se mostra submissa às ideias de um homem. Simplesmente pelo fato de achar que não poderia fazer as mesmas coisas se não estivesse com ele. Adorei, Winnie!

Fora isso, acredito que todo mundo deveria separar um tempo para analisar o filme Vivendo na Eternidade e contar o que acha nos comentários haha. A melhor parte: Sim, tem na Netflix!

E ai? Você viveria para sempre ou viveria o tempo que você tem hoje?

Aguardo os comentários, em?

Beijos,
-Aninha Carvalho

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