Vida de casada: 7 coisas que mudam (ou deveriam mudar) depois do casamento

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13 dias que estou real e oficial vivendo uma vida de casada! Hoje resolvi juntar tudo o que mais mudou durante esse período ou que eu penso que deveria ter mudado. Principalmente sobre aquelas tarefas que eu mais evitava dentro da casa dos meus pais e que agora convivo com elas diariamente.

1. Sem organização fica complicado

O meu quarto sempre foi o mais bagunçado na casa dos meus pais. A bancada nunca ficava vazia ou arrumada, apenas quando era dia de arrumar mesmo. Eu nunca gostei de arrumar a cama e sempre pedia para minha mãe fechar o quarto ou fingir que estava tudo bem. Ela nunca fazia isso.

Com o passar dos anos eu até fui me acostumando a pelo menos deixar a cama arrumada ou evitar tumultuar objetos demais em cima da bancada.

Já o quarto do meu marido sempre foi uma arrumação total. As roupas dentro do armário sempre muito bem dobradas e não era porque a mãe dele dobrava todo dia, era porque ele conseguia mantê-las assim. Eu não podia nem colocar copos molhados em cima da bancada dele, porque poderia manchar a madeira. Só para você ter uma ideia da situação contrária.

Antes de nos casarmos já tínhamos essa ideia de que talvez a organização fosse algo que bateria bastante na porta. Mas, para ser bem sincera, eu fiquei tranquila porque eu sabia que ele era mais organizado que eu. Isso parecia ser uma vantagem.

2. Todo dia é dia de arrumar a casa

No nosso apartamento temos um chão de porcelanato, foi um dos quesitos que colocamos na hora de alugar o apartamento perfeito. E adivinha? O meu cabelo cai muito e no piso de porcelanato ele quase cintila. Isso resultou em um excesso de necessidade de limpeza do Mô que passou a primeira semana inteira varrendo a casa todos os dias. Haja cabelo para contar essa história. E tinha mesmo, não era exagero.

Além disso temos as tarefas normais de dia a dia, como lavar louça, lavar roupa e fazer comida. Acredito que conseguimos dividir bem as tarefas.

Aí eu só consigo é ficar lembrando dos dias em que eu falava para minha mãe que limpar casa todo dia era besteira. Quem diria.

3. Perder menos coisas

Antes de vir para o apartamento, eu fiz uma limpa no meu quarto e acabei perdendo um item essencial para mim: o cartão de memória cabuloso que comprei no Intercâmbio. Legal! Agora terei que gastar rios de dinheiro para comprar um por aqui. Mas ainda poderia dizer que era porque estava na minha casa que quando me mudasse seria diferente. Eu seria muito mais organizada.

A. Tá.

Imagine que no meu segundo final de semana casada eu perdi um cartão de débito e até duas pulseirinhas que ganhei da viagem pra praia dos meus sogros. E olha que eu nem tinha colocado no pulso ainda.

A pior parte é que eu sempre lembro de olhar para esses objetos antes de perdê-los, ter aquele pensamento de “você vai perder isso hoje” só que eu nunca captava a mensagem.

4. Ser uma verdadeira anfitriã

Quando eu estava em casa e recebia minhas amigas ou primos para dormir era muito mais simples. Minha mãe me dizia o que fazer e o que colocar em cima da cama.

O primo do Mô está aqui em Belo Horizonte passando uns dias e resolveu dormir na nossa casa e adivinha?

Claro que minha mãe me falou até a cor da roupa de cama que tinha que colocar. Eu tentei fazer minhas próprias escolhas e pegar a de outra cor, mas ela continuava certa. Aliás, ela que comprou aquilo para a cama de solteiro, então não tinha como eu acertar mesmo.

Além disso, fico sempre achando que está faltando alguma coisa. Um lanche a mais ou algo que poderia fazer, sabe?

Lá em casa eu precisava me preocupar com duas coisas: conversar e comer. Agora preciso me preocupar com: roupa de cama, limpar o quarto, levar uma toalha, café da manhã, janta e o tal do “conversar e comer”.

Mas ainda sinto que falta alguma coisa, sabe? Como se eu estivesse sendo uma péssima anfitriã. No primeiro dia foi até legal, abrimos vídeos engraçados para assistir e rimos muito juntos. Mas ontem o Mô jogou videogame com o melhor amigo dele, eu fiquei no tablet e o primo no notebook. Ê! Tava faltando alguma coisa. Até que eu dormi e deixei os dois sozinhos.

5. Animais de estimação fazem falta

Eu e meu marido temos animais de estimação na casa dos nossos pais mas eu estava em dúvida se queria mesmo ter um dentro de um apartamento. Se tivéssemos alguma varanda, tudo bem, mas não era o caso.

O problema é que o Mô fica o dia inteiro sozinho dentro de casa e estava sentindo falta de uma companhia. Então, acabamos decidindo trazer a Juma para morar conosco.

Ela não é uma cachorrinha novinha e que precisa aprender mil e um comandos, a Juma já sabe se virar bem. Ela chegou essa semana no apartamento e já mudamos alguns detalhes da rotina por ela.

Combinamos de levá-la para passear pelo menos duas vezes ao longo de todo o dia, para ver se ela se acostuma a fazer as necessidades do lado de fora. Mas o lado bom foi que ela até já se acostumou com o jornal que colocamos na lavanderia e está fazendo tudo por lá. Então, apenas quando ela fica muito agitada passeamos na garagem.

Certos contatos que tínhamos no dia a dia antes de casar, ficam difíceis de serem cortados de uma hora para outra. Minha vida de casada precisa de um cachorro!

6. Ficar longe dos pais

Imagine que eu e o Mô temos uma relação muito boa com nossa família, começar a morar longe não foi fácil para ninguém.

Confesso que achamos que seria mais difícil para os meus pais, já que como eu trabalhava o dia inteiro, eles ainda tinham aquela coisa de me esperar diariamente. De saberem que às 21hrs eu estaria em casa todo dia. Mas nos enganamos.

Nos primeiros dias acredito que os pais do Mô sentiram mais que a gente. Temos um grupo nós quatro, já que o Mô é filho único, e eles falaram até em passear e sair de casa para tentar acostumar com o fato de que não estaríamos mais em casa durante todo o final de semana. Isso porque eu sempre ficava lá com eles também.

Nos esquecemos até do fato de que o Daniel trabalha em casa, então eles não teriam a companhia dele lá o dia inteiro. Meus pais já estavam mais acostumados com a minha ausência.

Eu continuo conversando com os meus pais todos os dias, minha mãe sempre me manda áudio com o salmo de manhã e nos vemos nos finais de semana. Agora chegou a hora de chamá-los para jantar em casa e aproveitar que sexta-feira tenho folga do trabalho. Assim, assistiremos o jogo do Brasil todos juntos.

Pode parecer besteira, mas se formos reparar, quando estamos em casa quase não passamos todo o tempo ao lado dos nossos pais, quando casamos e vamos visitá-los, estamos ali 100%. É como se agora estivéssemos ainda mais conectados e, o melhor, sem aquelas brigas porque chegou tarde em casa no final de semana ou porque não ajuda a arrumar a casa.

Como se tirasse a parte ruim e ficasse só a boa.

7. Ser amiga do fogão na nova vida de casada

Acredito que uma das coisas que eu mais gostava ao chegar em casa era jantar. Eu amo feijão roxo e minha mãe faz um maravilhoso. Se pudesse, comeria só feijão.

Um dos acordos que fiz com o Mô era sobre a janta, ele ficaria encarregado dessa tarefa, já que chego em casa do trabalho tarde, quase 20 horas e ele trabalha de Home Office. Então o tempo que eu fico no ônibus, ele fica em casa jogando PS4. Por isso deu muito certo.

Até porque ele também morreria de fome se tivesse que esperar eu chegar em casa para começar a fazer a janta. O trato então era eu ajudar nos fins de semana com a janta e ele durante a semana.

Eu sempre curti fazer ovo, salada panqueca e pão com ovo em casa. Ah, e Milk-Shake de Toddy também. Então nunca fui de cozinhar mesmo.

Quando eu começava a aprender algo era quase uma tortura lá em casa porque era aquilo sempre. Por exemplo, quando aprendi a fazer macarrão, meus pais até cansaram de tanto que eu fiz. Risoto, então, era algo que eu queria todo dia, mas nem todo dia é dia de risoto, diz o Mô que é prato de fim de semana.

Então uma das coisas que ainda não mudou muito foi a minha amizade sincera com o fogão. Mas isso ainda tenho a vida inteira para cultivar.

O melhor foi que o Mô aprendeu a cozinhar feijão e ainda disse que vai fazer todo dia. Yes!

E você, o que mudou ou deveria ter mudado quando se casou? Mande nos comentários que estou curiosa para saber sobre a sua vida de casada(o)!

Até o próximo post,
Beijos
-Aninha Carvalho

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2 Comments
  1. Katia 10 horas ago

    Olá Ana, não assisto aos vídeos mas sempre leio seus posts, adoro.
    Sou casada a 14 anos e vou te cobrar: é cada dia melhor, pq o comecinho… Hehehe
    Achei que vocês estão levando super bem, parabéns e sucesso!

    Reply
    • Ana Clara Carvalho 9 horas ago

      Muito obrigada, Katia!
      Nossa, muito tempo! Que sonho, hein?
      É, agora é acostumar com essas mil novas tarefas, só queria chegar em casa, tomar um banho, comer e dormir, mas aí tem pia para lavar, roupa, casa, cachorrinho. Complicado.
      Mas vamos levando juntos que vai dando tudo certo!

      Obrigada mais uma vez <3

      Reply

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